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A Associação

Cavaleiros da Cultura

A Associação Cavaleiros da Cultura é um grupo sem fins lucrativos, registrado como pessoa jurídica de direito privado, com autonomia administrativa e financeira, regendo-se por um estatuto interno e pela legislação vigente. É reconhecida como entidade de utilidade pública pela Lei Municipal 1013/2008 de Rio Novo (MG).

Criada em 2008, a ACC representa a realização de um sonho: cavalgar levando cultura e incentivando a leitura pelos quatro cantos do país. A história teve início com um grupo de amigos, que, durante cavalgadas recreativas, procurava um sentido especial para suas jornadas.

O primeiro passo foi dado em julho de 2007, quando 16 cavaleiros participaram da “Cavalgada do Centenário de Oscar Niemeyer”, idealizada por seu neto Carlos Oscar Niemeyer. Partindo de Goianá (MG), a homenagem ao maior arquiteto brasileiro consistiu na distribuição de 12 mil livros em 25 bibliotecas e escolas públicas de cidades do interior de Minas e São Paulo. Foram 813 quilômetros percorridos até a cidade de Barretos (SP), em 19 dias de atividades intensas.

Devido ao expressivo sucesso da cavalgada, seus integrantes decidiram levar o projeto adiante. Em setembro de 2008, oficializaram a criação da ACC e elaboraram um estatuto próprio. O objetivo principal do grupo é desenvolver ações de cunho cultural e educacional, em que sejam valorizados os costumes e a cultura brasileira. Dentre as propostas, estão o apoio a pesquisas e estudos com esse caráter, além da prestação de serviços de utilidade pública, aprimoramento profissional e organização de viagens que privilegiem a cavalgada e o tropeirismo.

No período de 2009 a 2010, o grande desafio da ACC é realizar a Cavalgada Cultural Brasília 50 anos é um projeto em homenagem a Capital Federal e ao arquiteto Oscar Niemeyer, padrinho da Associação Cavaleiros da Cultura.

A primeira fase da viagem foi concluída em Julho de 2009, no percurso de 650 km entre Niterói – Belo Horizonte, em que 57 mil livros foram distribuídos em 25 municípios dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, beneficiando 32 mil pessoas. A arrecadação começou seis meses antes, através de contatos com editoras, escritores e doadores particulares.

Para a segunda etapa da viagem a expectativa é que sejam arrecadados 63 mil livros, completando a marca de 100 mil exemplares. Os cavaleiros planejam sair de Belo Horizonte em março de 2010 e chegar a Brasília no dia 21 de abril, data de comemoração de seu cinqüentenário.

Logomarca da ACC é presente de Oscar Niemeyer

O compromisso da Associação Cavaleiros da Cultura de difundir a leitura pelo país aumentou com o recebimento da logomarca criada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O desenho foi feito a pedido de seu neto, Carlos Oscar, antes da Cavalgada do Centenário (2007), em que mais de 12 mil livros foram distribuídos nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

“Quando surgiu a idéia de fazer a cavalgada em homenagem ao meu avô, a primeira preocupação foi ter o seu apoio. Sempre curioso em saber quantas escolas seriam beneficiadas, ele foi se envolvendo no projeto. Em uma de nossas conversas, perguntei se ele não gostaria de fazer nossa logomarca”, relembra Carlos.

Em menos de um dia, a figura foi elaborada pelo arquiteto, que pela manhã ao chegar em seu escritório, deixou-a na mesa do neto. “Confesso que me emocionei ao ver o desenho, em um rolinho de papel vegetal”, conta o presenteado. Com traços leves, linhas pequenas e curvas, a logo expressa a sensibilidade do trabalho de Niemeyer. O cavalo, símbolo da força e coragem, se torna sinônimo de elegância em suas linhas.

O desenho é registrado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e todo o material elaborado para campanhas de arrecadação de livros, além de bandeiras e camisetas das cavalgadas levam a marca. A intenção da ACC é utilizá-la também em sua próxima viagem, Niterói-BH-Brasília, com a primeira etapa marcada para Julho deste ano.

»Leia o Estatuto da Associação Cavaleiros da Cultura

2 Comentários »

  • Lucia Mello disse:

    Parabéns pela iniciativa. Em um mundo repleto de tecnologia e informação, sabemos que existe uma enorme carência de livros e bibliotecas, que não necessariamente precisam chegar de trem bala, mas com boa vontade e ideias inovadoras.

  • Maristela disse:

    Olha, muito interessante essa matéria, eu vi um carro em Juiz de Fora com esse site de voces e achei o que seria isso, e fiquei curiosa pra saber o que era, voces estao de parabens, incentivar a cultura é fantástico, e como faz pra doar livros?……. nao posso ser uma amozona da cultura, mas achei interessante o trabalho de voces. Mais uma vez…PARABENS!!!!

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